A falência dos pais com a educação

A falência dos pais com a educação

Pensei em um título com a palavra “descaso”, mas achei melhor não a colocar mesmo sendo essa a realidade.

Mesmo falência é errado, pois parece que foi tentado algo e não se conseguiu.

falência
substantivo feminino
  1. 1.
    ato ou efeito de falir.
  2. 2.
    carência, falta, falecimento.

 

Como dito pelo dicionário, mais conhecido como Google, a segunda parte é que deveria ser o título em sua totalidade. Uma carência de conhecimento dos pais em como agir com a educação dos filhos.

Só que isso não é verdadeiro. O que existe -e é só perguntar para profissionais na área de educação-, que os pais jogam a EDUCAÇÃO que é de casa, ou como dizia minha mãe, vem de berço, para o ambiente escolar e professores.

E tudo é jogado para estas 4 paredes que mais parecem um presidio. Discute-se muito o estilo de educação que é dado para nossos filhos entre outros assuntos. Mas ninguém tem a coragem de discutir com os pais porque eles negligenciam tanto passar o básico da educação familiar para os filhos.

As crianças atuais são mandonas, não pensam, sabem enrolar como bem entendem na hora da lição de casa, não assumem responsabilidades e jogam a culpa de todos os erros nos pais.

Elas são culpadas? Apenas em parte. O grande culpado e vilão são realmente os pais. Esta falta de ensinar o básico como:

  • Agradeça sempre quando alguém te der algo;
  • Peça com gentileza dizendo “por favor, pode me dar um copo de água”;
  • Escute os mais velhos;
  • Arrume sua cama;

 

São várias coisas simples, mas que são abandonadas pois os pais trabalham, não possuem tempo e a escola está ali para o que?

Mas estes mesmos pais possuem tempo para o barzinho, para aquele churras etc.

Resumindo, não ter tempo é uma desculpa. Se não tem, não tenha filhos e pronto. Simples assim.

Para ser pai e mãe é preciso ter tempo e paciência.

Achar que dar um vídeo game, um celular ou fazer a lição de casa irá o ajudar, é uma péssima ideia.

O interessante é que estes pais, são os mesmos que dizem para os filhos, quando pedem algo porque todo mundo tem, dizerem que eles não são todo mundo. Até aí tudo bem, mas o problema é que eles transformam suas crianças em todo mundo quando já dão tudo para elas e acham que não fazem.

Compram as DLCs de jogos para que eles não reclamem, mandam saírem logo da mesa porque não tem paciência com as reclamações, assinam mais e mas programas ou streaming para que elas parem de correr pela casa e por aí se segue.

As crianças tornaram-se os grandes mandatários onde elas tem apenas direitos e nenhum dever, porque os adultos tomam esse dever. Parece que elas jamais – não vão mesmo – crescer.

E quando cometem erros prejudiciais e graves, a culpa não é delas e nem mesmo da família. É de outros colegas que levaram eles para o mau caminho e dos vídeo games. Será que esses pais pensaram que se dessem a atenção correta e ensinassem os deveres, seus filhos não iriam ficar jogando ou saindo com pessoas de péssima índole? E se o seu filho é aquele que leva os outros para caminhos que não devem ser trilhados?

Não é a criança que compra o game ou vai assistir ao filme violento. Ela joga, porque o adulto comprou. Ela assiste, porque o adulto está deixando. Apenas gritar e agredir não adiantam. Explicar e ter tempo é primordial.

E mais ainda: deixar que eles tomem broncas e percam nota na escola porque não entregaram a lição ou o trabalho feito corretamente.

Por que?

Pense. Se você adulto tem que entregar seu trabalho bem feito e no tempo é o básico, é na escola que eles estão aprendendo isso.

Quando um trabalho não é bem feito, seu chefe irá e dar uma bronca. Se o trabalho não for entregue na data, o cliente não irá pagar e você poderá ficar sem suas “notas na conta corrente”. De onde acham que vem a gíria de dinheiro quando a chamamos de nota?

Pense bem. E não deixe que seus filhos tornem-se as pessoas que um da irão os abandonar e cuspir em suas faces.

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