Semana Fashion Revolution: Por uma moda que conserva e restaura o meio ambiente

Semana Fashion Revolution: Por uma moda que conserva e restaura o meio ambiente

Durante os últimos 5 anos, a Semana Fashion Revolution se concentrou em destacar os trabalhadores da cadeia de fornecimento da moda. Vimos centenas de milhares de pessoas usarem a hashtag #QuemFezMinhasRoupas ao redor do mundo para pedir maior transparência da indústria. Milhares de marcas compartilharam detalhes sobre as instalações e pessoas que fazem suas roupas. Milhares de trabalhadores, artesãos, fazendeiros e produtores contaram suas histórias usando a hashtag #EuFizSuasRoupas.

Entretanto, o desrespeito aos direitos humanos, a desigualdade de gênero, a degradação ambiental e o consumismo desenfreado continuam sendo frequentes na indústria global da moda.

Pesquisas apontam que as peças de vestuário estão entre os itens com maior risco de serem produzidos por meio da escravidão moderna.O abuso sexual, a discriminação e a violência de gênero contra mulheres são endêmicos na indústria global de vestuário, onde as mulheres representam em média 80% da força de trabalho. O Global Slavery Index encontrou 40,3 milhões de pessoas em situação de escravidão moderna em 2016, das quais 71% são mulheres.

A produção global de têxteis emite 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa anualmente, mais do que os vôos internacionais e os transportes marítimos juntos. Enquanto isso, todos os anos, mais de 150 milhões de árvores são derrubadas para a fabricação de viscose, geralmente de florestas antigas e ameaçadas. Produzimos 53 milhões de toneladas de fibras para a
fabricação de roupas e têxteis por ano, para jogar fora ou queimar 73% dessas fibras.

Uma mudança sistêmica é mais urgente do que nunca se quisermos combater as mudanças climáticas e criar um futuro mais igualitário para todos. Durante a Semana Fashion Revolution 2019, a campanha trabalhará sobre três pilares:

Mudança cultural

Sempre que compramos, usamos ou descartamos roupas, geramos uma pegada ambiental e um impacto nas pessoas que as produzem – em sua maioria, mulheres.
Nós incentivamos as pessoas a reconhecerem seus próprios impactos ambientais e a agirem para mudar a cultura da moda. Queremos que todos valorizem a qualidade, ao invés da quantidade, e a dignidade no trabalho.

“Queremos lembrar que a moda revolucionária é aquela que faz bem para todos: para a Terra, para quem fez e para quem usa. Lembrar que moda, representatividade e liberdade devem estar na mesma página”, diz Fernanda Simon, Diretora Executiva do Fashion Revolution Brasil.

Mudança na indústria

Não podemos nos dar ao luxo de viver em um mundo onde nossas roupas destroem o meio ambiente, prejudicam ou exploram as pessoas e reforçam as desigualdades de gênero. Em outras palavras, este não é um modelo de negócios sustentável.

A indústria da moda deve medir o sucesso além das vendas e lucros. Precisamos de uma indústria que valorize igualmente o crescimento financeiro, o bem-estar humano e a sustentabilidade ambiental.
Nós exigimos uma indústria de moda transparente e que se responsabilize pelas suas práticas e impactos sociais e ambientais.

Mudança política

Nós queremos ver a transparência e a responsabilidade social e
ambiental da indústria global da moda dentro da agenda governamental de todos os países.
Com os regulamentos e incentivos corretos em vigor e devidamente implementados, o governo pode incentivar uma “corrida pelo primeiro lugar”, onde cidadãos e empresas sejam solicitados, incentivados e apoiados a adotar mentalidades e práticas mais responsáveis e sustentáveis.

Melhorar a forma como as roupas são produzidas, compradas, cuidadas e descartadas é responsabilidade de todos e os governos devem fazer mais para garantir que o futuro da moda seja responsável, sustentável e regenerativo por princípio.

Como participar:

Pergunte às marcas da seguinte maneira:
1- Tire uma foto vestindo uma peça de roupa ou acessório
2- Poste e tagueie a marca
3- Pergunte quem fez usando as hashtags:
#QuemFezMinhasRoupas
#FashionRevolution

As marcas respondem quem fez, mostrando as pessoas por trás de suas produções, usando as hashtags:
#EuFizSuasRoupas
#FashionRevolution
Não esqueça de divulgar e sempre marcar @fash_rev_brasil

Deixe uma resposta