Tem algo errado com os games de hoje?

Tem algo errado com os games de hoje?

Games fazem a cabeça de qualquer um. Não importa em que século. Mas tem alguma coisa errada atualmente.

Lembro que no meu tempo, palavrinha chata que eu e a Malinha odiamos, mas ela se encaixa aqui, quando não é para menosprezar os dias atuais, o jogo mais violento que existia e foi proibido no Brasil, era o Mário.

Motivo? Ele tinha 3 vidas e voltava. Isso poderia fazer com que as crianças da época, adultos de hoje, pudessem achar que também podiam morrer e voltar.

Um absurdo. Mesmo assim, os games da geração anos 1980, onde eu cresci, eram aqueles do bom e velho Arcade, como o Come Come, a maneira que chamávamos o Pac Man, o Fumacinha, aquele carrinho de corrida dentro de um labirinto que para se salvar dos outros vermelhos solta a fumacinha, alguns de nave, aviões de combate, Double Dragon e no final dos anos e início dos anos 1990, o Street Fighter.

Rally X, o carrinho da fumacinha

Eram jogos chamados papa fichas devido ao seu sistema de dificuldade muitas vezes insano, mas que eram divertidos. Existia um desafio em enfrentar a máquina e ser melhor do que ela. Ou chamar um amigo para terminarem juntos a aventura como em Final Fight.

Hoje, até existem games cooperativos, mas todos sempre levam a um único propósito: ser melhor do que o seu oponente não importando de que maneira.

São games que não promovem uma diversão e sim competitividade. Acabo vendo muitas crianças, sim, reclamando o tempo inteiro, dizendo que “como assim?”, ao perder um item ou morrer e ficando enfurecidas.

E não para por aí. Matar o seu amigo é divertido e normal. Não matam mais zumbis. Ok, os games de Guerra sempre existiram, mas também tinham algo que não existe num jogo atual: empatia.

Além de serem um desafio a sua inteligência e coordenação motora, eles traziam um enredo e com consequências caso você cometesse um erro.

Agora, estes jogos apenas estão ali para descer em uma ilha qualquer, pegar muitas armas que ninguém sabe onde cabem e sair atirando. E até outros que eram clássicos de puzzle como o Resident Evil caíram nestes clichês, já que se não der certo de acabar com o chefão, deixa ele te matar e começa de novo. Onde estão as consequências de ter feito algo errado nas telas anteriores?

Lógico que existem ótimos jogos com desafios cabulosos e estas consequências como Uncharted e outros com finais bons e ruis dependendo de suas escolhas.

Os jogos da franquia Assassin´s Creed, sempre estiveram envolvidos em polêmicas. Neste caso, inúteis. Os games propiciam um belo desafio com um enredo riquíssimo em história, servindo de ajuda para professores de história em suas aulas.

Só que em sua maioria, o que chegam no mercado, apenas colocam as crianças e juventude com games sem nenhum desafio, onde o único propósito é competir e ser o melhor. Vencer é a única opção.

Veja também: Dicas | Assassin´s Creed Odyssey

Acabo vendo crianças e adolescentes que não aceitam de forma alguma outro resultado. E se é o contrário, eles ficam até violentos. Não é atoa que a OMC, que cuida da parte de saúde no mundo, colocou os games na categoria de risco psicológico, como uma doença.

Games de Battle Royale, até são divertidos, mas pobres em enredo e que não trazem mais nada para a indústria, a não ser enriquecer os bolsos das produtoras, já que para se vencer, é necessário ter as melhores armas, fazendo com que muitas pessoas acabem com o cartão com coisas que se tornam mais importante do que reservar o dinheiro para um passeio em família.

Não estou dizendo que sou contra os games. Nenhum pouco, já que para falar sobre eles, nós aqui jogamos e até bastante.

E vejo com bons olhos o retorno de sucessos como Sonic, Tsioque ou Batlle Princess Madelyn, que resgatam os 8 Bits com estes desafios empolgantes, que te trazem paciência e onde matar não é nenhum pouco normal.

Batlle Princess Madelyn, é um game no estilo 8 Bits em homenagem ao Ghosts’n Goblins, que o criador fez em homenagem a sua pequena filha que queria ser uma personagem dentro deste jogo.

Os jogos devem servir como uma maneira das crianças aprenderem e desenvolverem o raciocínio e não os transformarem em Robots como tanto dito por conservadores do século XIX.

Veja também: Dicas | Battle Prince Madelyn

PS.: Será que é por isso que existe um resgate tão grande da década de 1980 em tudo e não apenas nos 8 Bits, mas também em reboots do cinema, séries e livros?

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