Voo Fantasma e Anjos em Chamas, de Bear Grylls

Voo Fantasma e Anjos em Chamas, de Bear Grylls

Além de nos brindar com seu antigo programa À Prova de Tudo, Bear Grylls mostra ser um grande escritor.

Estes dois livros, li há um bom tempo. E eles caíram em minhas mãos por bons motivos. Um deles, por ser fã do apresentador, os outros, por estar cansado do mesmo estilo de escrita de livros de aventura, sejam eles dentro do universo de fantasia e até mesmo de espionagem.

Sinopse dos livros!

Mãe e filho são sequestrados de dentro de uma barraca numa montanha nevada. Um soldado leal é torturado e executado num pântano remoto. Um avião de guerra desaparecido, contendo um segredo de proporções catastróficas, é descoberto no coração da Floresta Amazônica. Uma única trama une esses três acontecimentos, e só um homem será capaz de desvendá-la: Will Jaeger, o caçador. Jaeger, ex-combatente do Serviço Aéreo Especial britânico, se vê envolvido numa conspiração que pretende fazer renascer das cinzas o Terceiro Reich de Hitler – e que vai levá-lo da África, via Reino Unido, para as profundezas da Amazônia, onde se escondem segredos macabros da Segunda Guerra Mundial.

 

 

Um cadáver pré-histórico sepultado dentro de uma geleira ártica, chorando lágrimas de sangue. Uma ilha invadida por primatas raivosos — fugitivos de um laboratório de pesquisas classificado com o nível máximo de biossegurança. Um gigantesco hidroavião escondido debaixo de uma montanha, contendo uma sinistra carga nazista. Um órfão sequestrado de uma favela africana, tendo em mãos a chave para a salvação do planeta. Quatro viagens aterrorizantes. Um caminho intransponível.  Só um homem capaz de atravessá-lo. Will Jaeger. O caçador.

 

 

Will Jaeger é sem dúvida alguma Bear Grylls. O personagem é baseado em seu criador e muito de sua história, é também o de sua família.

Isto fica perceptível para quem leu a biografia de Grylls o já assistiu a alguma de suas entrevistas.

O personagem não é nenhum dos “J.Bs” conhecidos como James Bond, Jason Bourne ou Jack Bauer.

Jaeger é diferente de tudo isso. Ele é um ex militar, mais voltado para a realidade e seu estilo de vida é familiar. Possui traumas mais reais e seu universo é mais próximo do nosso.

Grylls em seu primeiro livro traz o protagonista para o Brasil, onde ele terá que desvendar um antigo segredo da época do fim da II Guerra Mundial, que envolve segredos de família, principalmente de seu avô, a conspirações nazistas.

Ele brinca com estas histórias que até então estavam esquecidas ou viraram piadas em filmes. Mas aqui, tudo é crível e te faz buscar por mais informações.

Veja também: Zorro, de Isabel Allende

O Brasil, assim como a personagem que está no livro, não é em nada daquelas que os “gringos” gostam tanto de mostrar com excesso de atributos sexys. Ela é inteligente e tem um motivo na história. Existem alguns erros militares, mas nada que estrague o conteúdo.

O segundo livro, Anjos em Chamas, mantém o mesmo estilo, mas agora dando respostas a muitas pontas que Grylls deixou em aberto propositalmente. E a aventura se torna mais alucinante.

Os personagens que retornam nesta sequência, estão melhores apresentados para o leitor. Diferente de outras histórias do mesmo estilo, aqui cada personagem já é definido e não precisa passar pelo crescimento para irmos nos adaptando a cada um deles.

São pessoas reais que já tem suas profissões e sabem o que querem. Isto também é um grande diferencial para os livros atuais que esquecem que um adulto com mais de 30 anos, já sabe o que quer da vida.

Estas duas aventuras de Bear Grylls bem que poderiam ganhar uma adaptação para as telas. Possui uma história sólida e um personagem envolvente.

Agora só resta aguardar por um terceiro livro chegue ao Brasil, assim como outras histórias escritas pelo autor.

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